| Fiat Grande Punto 1.3 Multijet 90 Cv Emotion |
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Teste Fiat Grande Punto 1.3 Multijet 90 Cv Emotion
Com uma longa história no segmento dos utilitários, tendo criado alguns dos automóveis mais populares que já passaram pelas Estradas Europeias, foi preciso o Grupo Fiat dar largas à criatividade para procurar reeditar o êxito de modelos como o 127, o Uno ou mesmo a primeira geração do Punto. E para encarar o futuro com um renovado olhar, a Fiat não só lançou o sucessor do Punto mas também um... Grande Punto, demarcando-se do seu antecessor precisamente pelo salto qualitativo em todos os domínios, em busca de uma grande notoriedade, ou por outras palavras, o regresso da Fiat à liderança do segmento dos utilitários no mercado Europeu. Para causar um forte impacto num segmento muito disputado, o Grande Punto cresceu para alem dos "trâmites" delineados para a categoria e apostou num estilo mais inspirado, emocional e apaixonante, devolvendo aos modelos da Fiat o carismático traço Italiano, algo desaparecido desde modelos como o Coupé e Barcheta e mais recentemente o Stilo de 3 portas, ao que não será também alheia a assinatura de Giugiaro. A dianteira revela um "olhar" pelo que de melhor se faz na industria Italiana, aparentando algumas semelhanças com o Maserati GT, mais particularmente na proeminente grelha dianteira e nas ópticas rasgadas, parecendo que, como os super-desportivos, prescinde de pára-choques dianteiro, aumentando a sua beleza e agressividade. Os espelhos integrados nas portas aumenta a imagem desportiva, enquanto que na secção traseira, foi "resgatada" a disposição vertical no pilar traseiro dos grupos ópticos, imagem de marca da "era" Punto. Com mais de 4 metros (4,03 metros), o Grande Punto eleva-se ao topo do segmento, no que às dimensões diz respeito, com naturais vantagens na habitabilidade e conforto a bordo. Para uma ideia das dimensões do Grande Punto, refira-se que este é apenas 15 cm mais pequeno que o Stilo e 23 cm mais comprido que o... Punto. No seu interior, ergonomia, comodidade e luminosidade são adjectivos que se adaptam na perfeição, para além de que na versão Emotion, somos envolvidos por um requinte pouco habitual na Fiat, com destaque para as aplicações em cromado nas portas, a escolha criteriosa das cores, a suavidade no toque de tdos os comandos, e acabamentos cuidados, ainda que alguns plásticos duros, de tacto pouco suave ainda prevalecem no interior. Mesmo o som mais abafado, quando se fecham as portas e a maior solidez que se sente a bordo tornam este modelo mais convincente do que o seu antecessor. Na dianteira o espaço é suficiente, já atrás os ganhos permitem que três adultos viajem comodamente, sem limitações de qualquer ordem, incluindo a altura ao tecto ou espaço para as pernas. Já a bagageira oferece uma capacidade de 275 litros: é 10 litros maior do que a do actual Punto de três portas, mas 20 litros menor do que a da versão de cinco portas ainda à venda... algo teria de ser sacrificado, para oferecer os elevados índices de habitabilidade. Sentados ao volante, a posição de condução perfeita é fácil de encontrar, resultado das diversas regulações do volante e do banco do condutor que inclusivamente dispõe, em opção, de regulação lombar eléctrica. Passando para a estrada, as suspensões com esquema McPherson na dianteira e eixo de torsão na traseira, optimizam o compromisso entre a eficacia e o conforto, com resultados evidentes no interior, sempre que se circula por pisos irregulares. A afinação da suspensão permite um grande à vontade para lidar com ruas esburacadas, mas também com trajectos de estrada mais sinuosos ou mesmo auto-estrada sem prejudicar o conforto no habitáculo. Nestas condições, o Grande Punto mostra-se muito neutro nas suas reacções, com os limites a surgirem de forma previsível. Na cidade, "deixa-se" levar com uma grande facilidade e nem mesmo aquele lugar de estacionamento de difícil manobra se mostra como um quebra-cabeças, com o recurso ao milagroso botão City, a partir daqui basta o toque de um dedo para efectuar as manobras. Desenvolvendo 90 cavalos às 4000 rpm e 200 Nm de binário máximo, disponíveis logo às 1750 rpm, o evoluído motor multijet de 1,3 litros na sua variante mais potente, associa-se a uma caixa manual de seis velocidades para oferecer uma postura muito suave e linear na entrega da potência, sem deixar a performance para segundo plano, até porque 90 cavalos, extraídos de um bloco diesel com 1242 cm3, não é caso vulgar no segmento. Mas à semelhança de muitos outros motores da família multijet, esperava-se um pouco mais da resposta a baixa rotação. Só passadas as 2000 rpm evidencia toda a sua força. Com isto, o recurso à caixa de velocidades tende a ser constante, de modo a manter a vivacidade, particularmente em cidade. Por outro lado, o escalonamento longo da caixa de seis velocidades, permite consumos bastante baixos, como comprovam a média por nós auferida de apenas 5,5 litros em condições normais. Para os mais dados a performances, esta motorização permite uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 11,9 segundos (12,7 segundos no Corsa de 5 portas equipado com o mesmo motor) e chegar aos 175 km/h de velocidade máxima. Perfeitamente ajustado com o mercado nacional e o segmento em que se insere, os quase 20 mil euros para a versão Emotion, contempla ítems de conforto e segurança já habituais neste segmento, com destaque para o ar condicionado, 4 vidros eléctricos, jantes de liga leve, computador de bordo e rádio, leitor de CD com comandos no volante. No campo da segurança, marca presença o ABS com repartidor de travagem e 6 airbags no total. Depois da experiência com o Grande Punto podemos afirmar que a herança dos utilitários da Fiat está assegurada, e com uma curiosidade, o traço Italiano ao seu mais alto nível! Teste Luis Neves Autoportal. |
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